A economia criativa e o cenário empreendedor brasileiro

Atualizado: 4 de Ago de 2018

Por Elizandro Duarte

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No dia quatro de março foi realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos, a 90ª cerimônia do Oscar. E entre os candidatos à melhor filme de animação estava O touro Ferdinando, produção que arrecadou milhões de dólares em bilheteria em todo o mundo. Pra a o público brasileiro, essa categoria tinha um valor especial, já que o diretor do filme é Carlos Saldanha, carioca apaixonado pela sétima arte e que hoje é um dos principais nomes do cinema de animação.


O sucesso de Carlos Saldanha destaca a economia criativa como uma das principais tendências para o futuro. De forma geral, o termo busca conceituar um modelo de gestão no qual os produtos e serviços possuem como base principal o capital intelectual, ou seja, o conhecimento. Assim, segmentos diversos como cultura, moda, design, música, games, aplicativos, televisão, rádio, cinema e fotografia são algumas das principais áreas em que é possível empreender e conquistar o sucesso econômico de forma criativa.


De acordo com pesquisas na área, o setor criativo apresenta índices cada vez mais expressivos e é destaque na geração de renda e criação de oportunidades de emprego. Não é exagero pensar que essa ideia veio reinventar a economia e o empreendedorismo.


Se a criatividade é um dos diferenciais para atuar nessa área, outro aspecto fundamental é a capacitação profissional. Alguns dos segmentos acima listados, como o cinema, a fotografia e os aplicativos são áreas técnicas e o sucesso profissional dependente de muito conhecimento e informação. Assim, a realização de cursos de capacitação e aperfeiçoamento é essencial.

O panorama do mercado brasileiro é extremamente convidativo para quem quer trabalhar com a economia criativa. Para se ter uma ideia, enquanto o rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro oscila entre dois e três mil reais, os profissionais que atuam na linha de frente dos processo criativos tem uma renda que supera seis mil reais mensais.


Um estudo realizado no Brasil em 2015 apontou a existência de mais de 850 mil profissionais formais atuando no setor criativo e enquanto o mercado tradicional registrou uma queda da ordem de 1,8% na oferta de emprego, o segmento criativo apresentou resultados positivos.

A pesquisa ainda apontou que no mesmo ano já existiam mais de 239 mil empresas funcionando no país tendo como foco principal a economia criativa. E outro dado que mostra o potencial de evolução do setor é que no intervalo entre 2004 e 2015, o crescimento das organizações com atuação na área foi de 69%.


Outro profissional brasileiro que é uma referência na economia criativa é o ilustrador Mauricio de Souza. O pai da turma Mônica criou personagens que fazem parte do imaginário brasileiro e hoje diversos segmentos de mercado possuem produtos licenciados pelo empresário. Em 2013, inclusive, Mauricio lançou uma revista em quadrinhos na qual o personagem Cebolinha foi o protagonista de uma história ligada às artes empreendedoras e à economia criativa.


Exemplos como o de Carlos Saldanha ou de Mauricio de Souza, comprovam que o Brasil é um celeiro de grandes talentos que desenvolvem a criatividade, apostam na capacitação e inovam nas práticas empreendedoras para fazer movimentar de forma positiva a economia do país.


Crédito da imagem: Reprodução.


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